segunda-feira, 3 de maio de 2010

Pagode



Uma batida conhecida por todos, ainda que com alguma restrição não há quem não identifique a musicalidade do pagode. O gênero musical começou no Rio de Janeiro a partir da cena musical do samba dos fundos de quintais. Este era o nome dado às festas que aconteciam nas senzalas e acabou tornando-se sinônimo de qualquer festa regada a alegria, bebida e cantoria, tudo isso em meados do século XIX.
O estilo musical sempre relacionado à alegria se consolidou justamente com uma feliz conquista para a comunidade afro, a abolição da escravatura. Onde havia a necessidade de compartilhar e construir a identidade de um povo recém liberto, e que precisava dar outra função ao corpo que até então é somente instrumento de trabalho.
Hoje o Rio de Janeiro é uma das cidades que mais possui grupos de pagode e que celebra esse tipo de ritmo que mistura alegria e gingado em uma só harmonia. Foi no final da década de 70 que a cidade começou a ser a grande entusiasta deste movimento. A palavra pagode no sentido corrente surgiu de festas em favelas e nos fundos de quintais cariocas que falavam sobre sentimentos de seus moradores. Mas com o decorrer do tempo o termo pagode passou a ser associado a festas em casas e quadras dos subúrbios cariocas, nos calçadões de bares do Centro e da periferia da cidade, todas regadas a bebida e com muito samba, trazendo a tão conhecida alegria deste estilo.
A década de 70 foi um marco para o pagode, foi depois deste século que começaram a surgir as tão conhecidas bandas deste estilo musical, essas com um repertório de improviso com canções românticas. Com o passar do tempo, o gênero passou a incorporar, outros tipos de instrumentos que até então não tinham nenhuma relação com o pagode, como o teclado. Na década de 1990, o pagode ganhou uma roupagem mais comercial, influenciado por outros gêneros como R&B e Soul, Samba-Rock, Funk carioca e Axé music, com grandes índices de vendagem. Hoje, este “pagode comercial” convive com o de raiz, e ambos têm sucesso no Brasil, de todas as suas formas, seja em rodas de pagode, ou em grandes festas com as bandas deste estilo.

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